MEU ERRO
Meu Deus, que mal eu fiz?
Deus meu, onde eu errei?
Confuso, o que me assusta?
Que é esta dúvida, onde extraviei?
Senhor, vês meus olhos, secaram tanto
Sentes minha dor, meu peito, a amargura
Desfaleço, sem voz embargo, em pranto
Não há na terra, de onde me venha cura.
Ah! Falta de amor, como enfermou minh’alma
Foram promessas, juras, haha, foi só falácia
E onde andas? Oh sentimento de pureza, amor
Deixaste o mundo, perdeu-se, numa galáxia?
Errei! Eu quiz um amor! Só meu, só pra mim
Ilusão doce, não pôde ser meu, eu percebi enfim
Amor é desejo próprio é livre; cativo morre, fenece, chega ao fim
É ter asas próprias, elevar-se alto, voar, pra longe de mim
E eu, submisso e infeliz à falta de amor
Sem sol nem lua sem jardim sem flores
Alienado em caverna, enfermo e em dores
Pereço, descrente dos sonhos de amores.
Altamyr Almeida (EUA)
9/26/07
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