EQUILÍBRIO
Mavi Lamas
Para ti :
Trouxe da feira hippie
Ao olhar para o par de brincos
Discrespantes e díspares
Logo ví que me trariam problemas
Um deles um pequeno " S"
Enrodilhado e tímido
O outro , uma cascata
de salpicos de chuva
Pingentes de candelabros
Saia de franjas, tanga indígena
Que mais sei eu?
Um " A " fantasiado de centopéia
Com uma pedra entre ametista e nácar
Digna da princesa de Bagdá
Minha alma quase enferma
Pôs-se a matutar solução
Presente de filho não se tranca
Até porque me foi dito, parece contigo
Parecido comigo?
Pelo desemparelhado dos meus dias?
Pelo furacão a sacudir meus ais, canaviais
Hospitais, memoriais, sensuais?
Escolhí o dia...
De tanto inquirir,
Me veio a solução fugaz
Tenho que descobrir antes de usá-los
O peso de meus lados
No mais leve, o candelabro
Ponho o S na orelha inversa
Contrapartida do meu tumulto interior
Em perfeito equilibrio,
Sigo convicta de meu acerto
Sigo no transito já causando confusão
Enquanto olho-me no espelho retrovisor
Buzinas atordoam-me.
Na lei do transito dos adornos
Pergunto ao engenheiro
de estrutura a solução
Que me diz: de um só lado
um balanço...sei não
Não garanto....
Um juiz...Estavas tu
Sem os pratos da justiça?
Queres usá-los?
Consulta as leis...
O médico...Sempre estão do mesmo lado?
Brincos desiguais? mas se assim és?
Queres tu a mesmice , a chatice?
Por que não ser como a Alice
que atravessou o espelho
E tanto pintou com o coelho?
Tensa, pergunto ao poeta :
Brincos desiguais?
Melhor não te-los.
Mas se não te-los como sabe-los?
Mavi Lamas
Mavi Lamas
Para ti :
Trouxe da feira hippie
Ao olhar para o par de brincos
Discrespantes e díspares
Logo ví que me trariam problemas
Um deles um pequeno " S"
Enrodilhado e tímido
O outro , uma cascata
de salpicos de chuva
Pingentes de candelabros
Saia de franjas, tanga indígena
Que mais sei eu?
Um " A " fantasiado de centopéia
Com uma pedra entre ametista e nácar
Digna da princesa de Bagdá
Minha alma quase enferma
Pôs-se a matutar solução
Presente de filho não se tranca
Até porque me foi dito, parece contigo
Parecido comigo?
Pelo desemparelhado dos meus dias?
Pelo furacão a sacudir meus ais, canaviais
Hospitais, memoriais, sensuais?
Escolhí o dia...
De tanto inquirir,
Me veio a solução fugaz
Tenho que descobrir antes de usá-los
O peso de meus lados
No mais leve, o candelabro
Ponho o S na orelha inversa
Contrapartida do meu tumulto interior
Em perfeito equilibrio,
Sigo convicta de meu acerto
Sigo no transito já causando confusão
Enquanto olho-me no espelho retrovisor
Buzinas atordoam-me.
Na lei do transito dos adornos
Pergunto ao engenheiro
de estrutura a solução
Que me diz: de um só lado
um balanço...sei não
Não garanto....
Um juiz...Estavas tu
Sem os pratos da justiça?
Queres usá-los?
Consulta as leis...
O médico...Sempre estão do mesmo lado?
Brincos desiguais? mas se assim és?
Queres tu a mesmice , a chatice?
Por que não ser como a Alice
que atravessou o espelho
E tanto pintou com o coelho?
Tensa, pergunto ao poeta :
Brincos desiguais?
Melhor não te-los.
Mas se não te-los como sabe-los?
Mavi Lamas
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