O LIMITADO PODER DO AMOR
Mavi Lamas
Quando alongo os olhos em direção ao passado
Só me vejo amando pessoas
coisas, animais
Amava as nuvens no céu,pareciam carneiros,
Rostos carrancudos, narizes enormes,
Pássaros, cachorros, flores....
Amava a grama,as plantas,o mato cheirando
Quando a gente passava e o feria.
Um dia amei uns lírios.
Havia ganho uma batata destas flores.
È uma história que merece ser contada,
A história deste amor.
Amor de uma menina que
Nunca me deixou uma lembrança má
Era sensível e solidária.
Festejei com alegria o presente
Com a ajuda de minha mãe o plantei
E esperei com a paciência do amor.
Dias e dias, pareceram meses...
Aguardei o aparecimento da planta.
Aconteceu numa manhã.
Um talinho verde surgiu na terra escura.
Passei o dia indo e vindo,
Querendo vigiar a chegada dos botões
Ia brincar e voltava,
E nada de lírios
O broto sempre lá, imutável,
Indiferente a minha agonia.
A noite ouví uma conversa de meus pais
Iriamos mudar de casa, para uma outra maior.
Fui chorar no jardim
E chorando comprendí.
As lágimas não eram de
Saudade da casa e das pessoas
Chorei pelos lírios
Que nunca floreceriam
Para mim foi a revelação
Eu de repente,estava
Mergulhada num mundo de adultos;
Eu podia amar os lírios com um amor forte.
Podia protegê-lo do sol,do vento,
Até das lagartas que queriam comê-lo.
Eu os amava ,mas meu amor,
Tão grande, enorme,
Era incapaz de defender completamente
O objeto amado.
Pois o amor que eu sentia pelos lírios
Feito de espera, surpresa e medo,
Não tinham o poder de evitar a sua morte
Naquela noite eu aprendí a primeira lição
Sobre o limitado poder do amor
08/12/03
Mavi Lamas
Mavi Lamas
Quando alongo os olhos em direção ao passado
Só me vejo amando pessoas
coisas, animais
Amava as nuvens no céu,pareciam carneiros,
Rostos carrancudos, narizes enormes,
Pássaros, cachorros, flores....
Amava a grama,as plantas,o mato cheirando
Quando a gente passava e o feria.
Um dia amei uns lírios.
Havia ganho uma batata destas flores.
È uma história que merece ser contada,
A história deste amor.
Amor de uma menina que
Nunca me deixou uma lembrança má
Era sensível e solidária.
Festejei com alegria o presente
Com a ajuda de minha mãe o plantei
E esperei com a paciência do amor.
Dias e dias, pareceram meses...
Aguardei o aparecimento da planta.
Aconteceu numa manhã.
Um talinho verde surgiu na terra escura.
Passei o dia indo e vindo,
Querendo vigiar a chegada dos botões
Ia brincar e voltava,
E nada de lírios
O broto sempre lá, imutável,
Indiferente a minha agonia.
A noite ouví uma conversa de meus pais
Iriamos mudar de casa, para uma outra maior.
Fui chorar no jardim
E chorando comprendí.
As lágimas não eram de
Saudade da casa e das pessoas
Chorei pelos lírios
Que nunca floreceriam
Para mim foi a revelação
Eu de repente,estava
Mergulhada num mundo de adultos;
Eu podia amar os lírios com um amor forte.
Podia protegê-lo do sol,do vento,
Até das lagartas que queriam comê-lo.
Eu os amava ,mas meu amor,
Tão grande, enorme,
Era incapaz de defender completamente
O objeto amado.
Pois o amor que eu sentia pelos lírios
Feito de espera, surpresa e medo,
Não tinham o poder de evitar a sua morte
Naquela noite eu aprendí a primeira lição
Sobre o limitado poder do amor
08/12/03
Mavi Lamas
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