quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Soneto Lua e Sol

Soneto Lua e Sol

Venho no rastro da tua luz prateada
Voando na ânsia de poder abraçá-la
Ao perder-te no céu choro lágrima salgada
Pois jamais poderei encontra-te, lua amada

Ainda que mais veloz eu me faça
Foges como se ao ignorar-me me esqueceria
Mas como esquecer algo que te adoraria?
Como desfazer-se de quem no vazio te abraça?

Lua tu és meu sol imaginário e platônico
Querer-te de longe é o que tristemente me resta
Pois se ao correr o céu aqueço-me atônito

Como um príncipe busca numa festa a princesa
Procurando por ti – à noite – ao menos por uma fresta
Teus raios prateados são a luz em mim para sempre acesa.

Pedro Marzzagão
17.10.2007

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