A danadinha!
A paixão não correspondida,
é comparada a uma tinta nova na parede,
com o tempo vai desgastando...
Até consumir tudo,
demora tempo,
mas, acontece o esperado...
Na paixão o apego é muito forte,
grudamos na feição e tudo se diviniza,
igual tinta látex...
Depois de um certo tempo,
descobrimos que não era aquela cor que queríamos,
para substituir a cor tem certos rituais...
Na parede usa-se a lixa,
no coração usa-se a oração,
ambos desbastam...
A questão maior
é o apego inicial,
se enrosca mesmo...
Ainda mais se a cor tem brilho,
a moça é bonita e repleta de beleza,
a coisa fica comprometida...
A cor da tinta na parede e seus encantos,
a moça bonita com sua calça jeans,
aquela blusa, é demais...
Fazer o que se a cor da tinta é cheirosa,
a moça nem se fala,
a um quarteirão sente o cheiro dela...
Lá longe,
desponta um sorriso,
braço direito erguido como sinal de vitória...
Desapegar do que este apegado,
até o dedão do pé direito inchado,
da cutícula mal tirada...
Uma receita paga com dinheiro,
um dedão machucado,
pés no chão...
Nesse emaranhado de imagens,
tinta, moça, dedão,
sorrisos, braços erguidos...
Assim a canção se faz,
mais uma vez ela,
a danadinha que prende o meu coração...
é comparada a uma tinta nova na parede,
com o tempo vai desgastando...
Até consumir tudo,
demora tempo,
mas, acontece o esperado...
Na paixão o apego é muito forte,
grudamos na feição e tudo se diviniza,
igual tinta látex...
Depois de um certo tempo,
descobrimos que não era aquela cor que queríamos,
para substituir a cor tem certos rituais...
Na parede usa-se a lixa,
no coração usa-se a oração,
ambos desbastam...
A questão maior
é o apego inicial,
se enrosca mesmo...
Ainda mais se a cor tem brilho,
a moça é bonita e repleta de beleza,
a coisa fica comprometida...
A cor da tinta na parede e seus encantos,
a moça bonita com sua calça jeans,
aquela blusa, é demais...
Fazer o que se a cor da tinta é cheirosa,
a moça nem se fala,
a um quarteirão sente o cheiro dela...
Lá longe,
desponta um sorriso,
braço direito erguido como sinal de vitória...
Desapegar do que este apegado,
até o dedão do pé direito inchado,
da cutícula mal tirada...
Uma receita paga com dinheiro,
um dedão machucado,
pés no chão...
Nesse emaranhado de imagens,
tinta, moça, dedão,
sorrisos, braços erguidos...
Assim a canção se faz,
mais uma vez ela,
a danadinha que prende o meu coração...
Carlos Basanella
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