sábado, 17 de novembro de 2007

Descontração!

Descontração!
Entrei também nesta embarcação...
A folhinha na correnteza da chuva;
Deslizava-se água abaixo na sarjeta da rua de minha casa!
De uma esquina a outra fui acompanhando a folhinha,
até lá em baixo!
Não fui até o final,
para ver a desembarcação no riacho!
Uma esquina antes virei à direita e fui a casa de minha sogra...
Buscar minha filhinha que estava lá!
*
Quando criança não aprendi a subir em arvores!
Por isso minha querida;
Não estou preparado para subir
neste pé de jatobá para agradar você!
Disse-lhe, que tal em vez de subir neste pé de jatobás!...
Curtir uma sombra majestosa!
Ela sorriu para mim e disse:
Vamos encostar-se ao tronco da árvore
e conversar um pouco!
De repente, no lado oposto onde estávamos,
caíram quatro jatobás!
Que legal!... Um, na minha cabeça.
(Taísa, foi o vento que trouxe o jatobá)

Tric-tric menininha dos olhos azuis!
Você é bonitinha...
Seu sorriso lindo são quatro dentinhos!
Tric-tric menininha dos olhos azuis...
Nenezinha do coração!...
Papai ama você bastantão!
Tric-tric menininha dos olhos azuis...
Quer gatinhar e ainda não consegue!
Tric-tric-... tric-tric...
%

Prique-poque… quero aprender a fazer reboque!
Aquele pedreiro me fez lembrar o padeiro
Massa de cá... Massa de lá...
Uma casa imaginaria eu vou montar!
Prique-poque... Quero aprender a fazer reboque!
Aquele pedreiro me fez lembrar de um bolo de andar!
Aquele pedreiro me fez lembrar de uma escadaria de igreja!
Prique-poque... Prique-poque!
quero aprender a fazer reboque.
*
Eu plantei várias mudinhas de alface!
Mas não adiantou nada!
O gato pisou em cima das mudinhas de alface
que com tanto carinho plantei!
Mamãe falou-me:-
que pena o gato ter pisado nas mudinhas de alface...
Arei de novo a terra,
esterquei bem o canteiro
e replantei várias mudinhas de alface!
Fiquei de olho para ver
se o gato aparecia para espantá-lo...
Mas o gato nunca mais apareceu!
Mas caiu uma bola de futebol vinda da rua
em cima das mudinhas de alface
e rolou no canteiro refeito.
Começar de novo, vai valer a pena....................
*
Eu pensava que;
tratorzão ficava estacionado somente na terra!
Um dia na frente de minha casa,
um grande trator estacionou!
Fui vê-lo de perto!
Nossa!... Que rodona!...
O motorista ligou o motor e fez um barulhão!
Até pensei!... Parece ronco de motor de avião!
Eta tratorzão! Que peneuzão!...
Que tratorzão estacionado no asfalto!

*

Sambinha na caixa de fósforos!É legal... É legal... É legal...
Caixinha de fósforos... Caixinha de fósforos...
Vem comigo neste carnaval!
Caixa... Caixa... Caixa... Fósforo... Fósforo... Fósforo...
Barulhinho sensacional!

Que sambinha legal!
Tuco-tuco-tique-taque
Tuco-tuco-tique-taque
Tuco-tuco-tique-taque
Sempre o samba no pé!
A noite inteira vou curtir uma sambinha majoral!
E com minha caixa de fósforos vou sambar até me cansar!
*

Vou pernoitar neste hotel!
Quero dormir lá naquele quarto...
É que daquele quarto eu vejo uma coisa que me agrada!
Sabe o que é que vejo?
Vejo uma escuridão total!
Em frente daquele quarto, não existe lâmpada no poste!
Hotel onde a gente dorme no segundo andar é
ruim se tiver lâmpada acesa no poste perto da janela!
Vou pernoitar neste hotel!
*
Mamadeira sobre a mesa faz-me lembrar de neném!
Açúcar no pote faz-me lembrar de garapa!
Coceira na cabeça faz-me lembrar de piolho!
Esta tossinha faz-me lembrar da gripe passada!
Esta varinha de pescar faz-me lembrar
do mentiroso peixe de dez quilos que pesquei!
Este carro com a chapa 0101 faz-me lembrar: puxa!
De momento eu esqueci...
Quem será que dirigia charmosamente este carro com a chapa 0101...
Quem que era aquela linda mulher que dirigia este carro...
Quem? eu sei quem é!
*
Coloquei meu pé na cadeira!...
Minha vó me falou: menino tire o pé da cadeira;
a cadeira está muito empoeirada!
Pensei que era a chamadinha de atenção costumeira...
Na hora imaginei! Pensei que era o meu pé que estava sujo!
Engraçado!... Ela falou que a cadeira é que estava bem suja!
Ainda que ela não viu a sujeira
que continha embaixo do meu pé!
Eu acho que o meu pé estava mais sujo que a cadeira!
Oh! Não conta pra minha vó não!
Eu tinha pisado onde, imagina só...!

Carlos Basanella

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