Elaine Cristina Dilarri
Eu a senti profundamente
Tive a sensação de que ela estava
Tratando do meu coração,
Como a melhor médica do mundo.
Não foi por remédios químicos,
Nem por um aparelho sofisticado
O que ela me fez
Foi além do ultra-som
Flutuei como uma nave no espaço
E em um pedaço do céu
Vi a estrela maior
Aqui na terra.
Sentimentos e mais sentimentos
Foram se somando
Tudo convergia para um ponto comum
Em minhas indagações mentais.
Questionei sozinho,
Sofri sozinho
Chorei sozinho
Morri sozinho.
Renasci de cinzas,
De orações,
De fé reativada,
Acreditando no quase nada.
Mas o tempo mostrou-me a luz
No começo foi difícil
Não acreditava em nada
Tudo era o fim.
Mas, quando ela chegou,
Com a pele pintadinha,
Miudinha, parecia uma formiguinha,
Ali o remédio chegou.
Foi ela que em poucas palavras
Devolveu a mim o elixir do amor
Transportou como a um imã
Tirando de mim todo medo.
Fui avante,
Observante aquela pele pintada
Mas, no fundo do meu ego, no início,
Meio estranha, porém simpaticíssima.
Ocorreu um fenômeno em mim,
Ela falou da “vírgula”, e de um “a”,
Que pode ressuscitar ou matar,
Eu estava bem doente.
Ela me curou,
Falou exatamente o que meu ouvido
Queria escutar,
Meu sufoco se foi por causa dela.
Ela não abriu somente uma janela,
Ela abriu em mim, uma alma presa
Preza pelo desprezo,
O suspiro profundo sumiu.
O remédio da interpretação
Que eu precisava veio a mim
De forma surpreendente
Hoje estou contente, respiro o ar da graça.
Meu sorriso abriu depois que ela me curou
Com sua interpretação inteligente, quando minha mente
Estava presa ao passado, por uma incógnita.
Hoje sinto o amor latejar, sinto meu coração bater.
E a prova disto tudo,
Foi porque estudei e encontrei lá,
Lá na Pitágoras a pintadinha,
A Elaine que era Dilarri
e agora é também Santarosa.
Carlos Basanella
Nenhum comentário:
Postar um comentário