domingo, 30 de março de 2008

Eternamente Iolanda Callil!

Eternamente Iolanda Callil

Hoje,
vinte e cinco de março de dois mil e oito,
quando foi publicado no Jornal Todo Dia
a poesia:-
Iolanda Callil? Sou eu!
recebi as dezesseis horas e cinco minutos
uma ligação.

Depois de quarenta e quatro anos,
recebi uma surpresa em minha vida,
Iolanda Callil me liga
para agradecer a lembrança do passado.

Ela me disse:-
Que a sua vida seja sempre de felicidade,
depois de tantos anos você se lembrou de mim!

Com certeza, nunca lhe esqueci
Iolanda Callil,
na ocasião com 7 anos de idade
aprendi na infância
as mais sublimes lições
de responsabilidade e obrigações,
ali foi o meu maior aprendizado na vida.

Iolanda dizia:-
Procurei seu nome,
ligaram para mim, fui atraz,
até descobrir seu telefone,
Iolanda ligou-me no celular
que a minha filha Marli lhe passou.

Dizer a verdade,
depois de quarenta e quatro anos,
isso é reencontrar a mãe da cultura.

Tão terna a voz de Iolanda
se manifestou no celular,
esse encontro emocionante
marcou mais uma vez
que a história se faz com gestos concretos.

Iolanda se referiu no tributo escrito a ela,
isso foi uma manifestação do meu coração de poeta
e de aluno da mais bela professora de todos os tempos.

Parece que foi ontem,
Iolanda por graça da vida
deve receber mais homenagens
ela está jovem
vejo e sinto seu espírito de professora
ainda agindo em mim.

Acredito que também não cresci o suficiente
sou ainda criança brincando de escola
no Jornal Todo Dia, falando aos meus leitores
as coisas boas que o amor fez na minha vida.

Celebrar Iolanda é graça divina,
é prêmio sem troféu,
é uma comemoração de alma,
de júbilo de paz e gratidão,
pelas centenas de alunos que Iolanda ensinou.

Maestrina em vida
eternamente será o estandarte
de uma mulher que venceu,
casou e teve filhos,
muitos filhos e teve muitos alunos
que se tornaram seus filhos na cultura e no saber.
Carlos Basanella

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