Outeiro
Saudades,
vivos na distancia,
pesar, mesmo estando vivo...
Vivo e separados,
aflição e agonia,
dor, somente dor...
Vivos em cidades diferentes,
a distância é muita,
fica difícil viver assim...
Há uma morte interna,
a saudades é profunda,
luto em vida...
Tinha que ser assim,
ausência amarga,
tristeza e saudades...
Como o coração vive acesso
ele fala das coisas que sentimos,
hoje ele fala em saudades...
Foi assim que a vida se tornou em tribulação,
no lugar do gosto, o desgosto,
privar-se da amada...
Suplicio sem fim,
martírio que vai e vem,
de dia e de noite..
Essa montanha diante dos olhos,
faz a colina nas estradas
distanciar os corações...
Outeiro, dentro do peito,
condena e absolve
a eterna saudades...
*
Vem a raiva!
Razões e direitos particulares existem,
mas no contexto entre duas pessoas,
este distanciamento de direito é vago,
a razão é premeditada...
Distanciar, sim,
estando na razão da lógica,
no direito justo,
ai tem sentido...
Quando se opta por razões e direitos particulares,
nem sempre é justo e honesto,
pode ai ter ocorrido algo para o distanciamento,
talvez a imaturidade...
Como pode uma pessoa
no direito e na razão particular
ficar bem na distancia,
quando houve conivência...
O coração fala ao universo,
estes versos ressoam no infinito,
um grito interno fala
da cumplicidade...
Depois que aprendeu tudo,
experimentou o diferente,
caiu no ridículo caminho
da razão e do direito particular...
Vem a consciência, vem a raiva
por perceber esta diferença,
mas o amor fala mais alto
e o tempo é a espera do juízo correto...
F.C Basanella
Um comentário:
Muito lindo!!!!!
E cá entre nós.... existem outeiros que marcam!!!rs Boa!
Ps:Pq F.C.Basanella? Não era só C.Basanella?
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