sábado, 24 de maio de 2008

Outeiro!


Outeiro

Saudades,
vivos na distancia,
pesar, mesmo estando vivo...

Vivo e separados,
aflição e agonia,
dor, somente dor...

Vivos em cidades diferentes,
a distância é muita,
fica difícil viver assim...

Há uma morte interna,
a saudades é profunda,
luto em vida...

Tinha que ser assim,
ausência amarga,
tristeza e saudades...

Como o coração vive acesso
ele fala das coisas que sentimos,
hoje ele fala em saudades...

Foi assim que a vida se tornou em tribulação,
no lugar do gosto, o desgosto,
privar-se da amada...

Suplicio sem fim,
martírio que vai e vem,
de dia e de noite..

Essa montanha diante dos olhos,
faz a colina nas estradas
distanciar os corações...

Outeiro, dentro do peito,
condena e absolve
a eterna saudades...
*
Vem a raiva!

Razões e direitos particulares existem,
mas no contexto entre duas pessoas,
este distanciamento de direito é vago,
a razão é premeditada...

Distanciar, sim,
estando na razão da lógica,
no direito justo,
ai tem sentido...

Quando se opta por razões e direitos particulares,
nem sempre é justo e honesto,
pode ai ter ocorrido algo para o distanciamento,
talvez a imaturidade...

Como pode uma pessoa
no direito e na razão particular
ficar bem na distancia,
quando houve conivência...

O coração fala ao universo,
estes versos ressoam no infinito,
um grito interno fala
da cumplicidade...

Depois que aprendeu tudo,
experimentou o diferente,
caiu no ridículo caminho
da razão e do direito particular...

Vem a consciência, vem a raiva
por perceber esta diferença,
mas o amor fala mais alto
e o tempo é a espera do juízo correto...

F.C Basanella

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito lindo!!!!!
E cá entre nós.... existem outeiros que marcam!!!rs Boa!

Ps:Pq F.C.Basanella? Não era só C.Basanella?